quinta-feira, abril 14, 2005

Do Filipe

«Uma sugestão: parece que o projecto do Siza para a nova Avenida dos Aliados elimina em grande o verde. Alguns blogues (ex: "A Baixa do Porto") têm debatido a questão, bem como, outro exemplo, os banquinhos que o pós-modernismo foi semeando pelos jardins do Porto, e que são tudo menos confortáveis. « (...) É doloroso e patético ver na Cordoaria os aposentados exercendo o seu direito ao lazer e ao convívio, jogando cartas em posições incríveis, de lado, a três quartos, a cavalo, de pé ou acocorados nos abomináveis bancos de pedra que o pós-modernismo impôs urbi et orbi para suplício dos desgraçados que ainda usam a cidade. Uma vergonha. (...)» Helder Pacheco in "Requalificação Urbana" (JN, 28-10-04)Que acham disto? Parece que não é só o cinema moderna que cria confusões»
M&M.

quarta-feira, abril 13, 2005

Ao Filipe

Faça o favor de me esclarecer em que circunstâncias o pianista se levantou, e se voltou? Eu passava-me se tivesse pago um balúrdio (porque é esse o preço -da maioria- da cultura e dos espectáculos)- e não houvesse show. Preocupações à parte, adorei a situação! Por aquilo que nos tem acontecido em todos os lugares onde vamos, haveriam sempre interrupções.
M.Q.

"Últimos cartuchos"

Pena que, afinal, não consiga separar o trigo do joio!
«Manuela Queirós, à boa maneira dos videntes e profetas, sabe todas as intenções ocultas dos americanos. Uhhhh!» [Gostei!] -E você, não consegue ler nas entrelinhas? Não consegue imaginar mal nas políticas discutidas...?!
«A hipocrisia, depois do bom senso, como dizia o outro, é talvez a coisa do mundo mais bem distribuída: Católicos, marxistas, bloquistas, blogistas, liberais, ateus... não se livram dela.» - Consegue fazer melhor. Se me dissesse que é util à convivência em sociedade... e mesmo assim, acho que a confundimo(s) com educação, respeito pelo outro, delicadeza....
1) Eu tenho uma foto com o Pai Natal!!! [E gosto de acreditar que tais coisas até poderiam existir.] Filme favorito? Mary Poppins. -Já agora se souber alguma coisa sobre o Mullholand drive, não se acanhe. Já que nos preparamos para vê-lo pela 3ª vez!
2) Em último caso, seria com um exército (à falta de agentes secretos competentes). Exercitos que existiam, ainda existem e, se me chamassem a votar diria não!
Curiosidade, ate onde chegamos, de onde nos escreve?
Continue a enriquecer-nos com a sua participação.
Bem haja.
M.Q.

Retaliando

«Pior que esse argumento, só insinuar que os americanos mereceram o 11 de Setembro, porque são metedições e aquilo dos aviões foi muito bem feito!» Eu não disse isso! Seria incapaz! Não há nada nas minhas linhas que o dê a entender. [Será o seu sub-consciente a falar?!] Mas, esclareço: «direito de resposta» por parte dos americanos-guerra do Afganistão.
Já dissemos que o dinheiro dado a "causas nobres" é sempre bem-vindo. Maior contribuinte? Continue assim. Mas isso é tudo "estratégia", limpeza de imagem e até boa fé.
Exércitos: sou contra a existência deles! Há uns tempos admiti a existência única de uma força mundial direcionados não só para manter a paz (Capacetes Azuis) mas, para intervir, visto que há sempre um idiota pronto a conquistar a terra do vizinho ou exterminar uma etnia.
Os católicos actuais [apesar de toda a hipocrisia -de uma parte] merecem respeito. Sou contra a instituição em si- enquanto organização politico-social. Com quanto contribui a igreja católica?
Faço ar?! Sou contra a opressão, venha ela de que lado vier!
Eu não defendo uma «guerra preventiva»! Faltou especificar uma atitude diplomática. Ou em último caso a tal intervenção cirúrgica. Mas isso nunca saberemos, pois não?
M.Q.

Vida

Para todos aqueles que têm "receio" das agulhas mas que se submetem aos dolorosos tratamentos dentários: vão até ao hospital da vossa cidade e doem sangue. Não custa mesmo nada! Mais, dirijam-se ao centro de histocompatibilidade da sua zona (Norte, Centro ou Sul) dêem 3 tubinhos de sangue e candidatem-se a dadores de Medula. Podem salvar uma vida.

www.chsul.pt
M&M.

"Fogo" cruzado (ora bolas que me faltou o titulo.Uma pérola!)

Leio «pacifismo extremo» e penso: pacifismo (simplesmente); espera aí, pacifismo não. Antiguerrismo! Não hipótese de concordarmos quanto ao Iraque. Não é justa! Não, ao "Eixo de mal".
Já pensou que se a América não fosse tão "metediça" muito de tudo isto não se teria passado?! E que quanto invasor pode ser considerada como parte de um eixo similar?! Esses países do Médio-Oriente não estão prontos começar uma democracia. Pré-conceito, paternalismo? A democracia tem que nascer de um processo de amadurecimento. E, os perigos que essas "democratizações" acarretam para os outros paises?
É claro que era preciso deter o avanço do nazismo (que escrevo com minúscula, propositadamente). E sabia você, que se os "Aliados" tivessem tomado uma atitude mais firme e mais cedo, o Holocausto (como o conhecemos) poderia ter sido evitado? Se eles não tivessem aguardado "pacientemente" que, no fim de mais uma invasão, os apetites ficassem saciados. Grande desilusão!
Se me deixar ser chata, Não há guerras justas! E as guerras são sempre contra a vida. São, é certo, um caminho rápido, que usamos frequentemente, mas que de facto deveriamos erradicar.
Eu continuo a achar contraditório (eutanásia-guerra). No aborto: é certo que um embrião é vida no sentido celular, mas confesso que me é mais fácil aceitar um aborto ao sofrimento de uma criança que vê a sua família e aldeia destruida (talvez um ponto de vista tendencioso). E a legalização tem de servir para evitar uma aspiração brutal esquartejante.
Acho injusto que diga que não apontariamos as incoerências dos outros. Até descabido, não se sinta ofendido. Mas justiça é um valor que prezo muito. Ainda bem que reconhece a sua incapacidade de separar o trigo do joio. (Gostei do «cavernícola»). Quer saber, não poderia pertencer a um PCP enquanto organização estanque que puniu alguns dos seus elementos. Assim como achamos ridículo o "argumento paternalista" de F. Louçã contra P. Portas.
Educação: para o respeito, para os Direitos Humanos, para o cooperativismo (que nada tem a ver com os princípios de esquerda) mas com a interação entre a escola, o posto de saúde e a junta de freguesia... para responsabilizar o indivíduo enquanto cidadão e torná-lo consciente dos seus direitos e deveres. Se calhar, o que falta as elites é "trabalho de campo". O argumento dos livros não acho válido, porque, o que importa não é a correção gramátical mas o conteúdo livre de violência e desigualdades.
A educação tem de funcionar como vínculo social. De acordo que o Homem não é todo igual, e que pode ser maléfica a igualdade. Mas isto também serve para replicar a "democratização" E já lhe disse que sou contra os horrores do "regime", mas o que fazer?! I'm a dreamer!

P.S.: Obrigada pelo reconhecimento artístico.


E ainda:
Certo que a pena de morte -argumento que já usei- é federal; mas ele não a aboliu e (ou) até aplicou;
Não tomaram o Iraque em 1991 porque não conseguiram!? 11 de Setembro? Já declinei o eixo do mal, o Afganistão não é Iraque. Já dei legitimidade ao sentimento de vingança ou acto de resposta. Iraque, por uma atitude de afirmação e vingança já que o pai não consegui. Armas biológicas-químicas grande mentira e foi essa "a" razão para a invasão. Empresas europeias também são oportunistas. Petróleo, sim! Assim que, Chavez-presindente da "República Bolivariana" de Venezuela,lhe cortar o forneciento e deixar de estar nas graças do povo, ele ataca esse esquerdista demagogo. América: passai a usar mais energias renováveis: solar, eólica...e deixem os Jeep's na garagem. A igreja (católica) não é santa "que se cheire": Cruzadas: invasões justificadas através da difusão da mensagem, que aumentou o seu poderio e riqueza.
África: A culpa é sim, em grande parte do Colonizador, que não os preparou, que os usou e lhe deu maus exemplos de administração que os "naturais" que ocupam cargos elevados perpetuam ate hoje, entre outras razões socio-culturais próprias do continente africano. E mesmo, que não seja, de facto, a Europa não tem ajudado o seu irmão do meio a desenvolver-se. Mas naturalmente sou contra a violência que significou retornar à Metrópole, deixando toda uma, várias vidas (e propriedades). Pessoas que amam África e até hoje sonham com elas, assim como os problemas que os fazendeiros brancos enfrenta(ra)m recentemente. Culpado é, quem tem a possibilidade de intervir e fica à espera de melhores dividendos. «Protecionismo europeu?!» Faz-me lembrar que P. Portas quis-nos proteger do desemprego fechando as fronteiras aos emigrantes do Leste que querem trabalhar... Sim. já sei que há máfias. Sou contra esses subsídios! Do "rendimento mínimo", no nosso caso. E aprovei aquela idéia- da Direita em campanha- de que essas pessoas deveriam contribuir com algum trabalho nas freguesias em vez de ficar em casa fazendo "nada". -Da esplanada que frequento no domingo à tarde a praia parece uma mini-lixeira.

Medicamentos: Naturalmente que se vou à farmácia é porque preciso; mas que apliquem então "a taxa" de acordo com o pedido do cliente. Mas, a mim, parece-me que qualquer pessoa tem o direito de ir buscar uma escova de dentes às 3h da manhã! E se precisar realmente da escova, porque chegou à cidade e deixou a dele em casa...? Se puserem um técnico no supermercado, porreiro! menos um desempregado talvez! (Embora essa área parece não sofrer). Se não, já disse, pode ser que as pessoas passem a ler as recomendações e aumenta-se o nível cultural, ou... Se o Zé de Bragança tiver razão e os medicamnetos no supermercado for uma cedência a outros lobbies económicos acho degradante. Mas, desde que seja mais barato... Leave my money alone!
M.Q.

terça-feira, abril 12, 2005

HÁ COISAS QUE SÓ DEVEM ACONTECER EM PORTUGAL

1. Quando o telemóvel toca…
A freguesia de Gulpilhares do concelho de Vila Nova de Gaia, todos os anos, organiza um encontro de teatro amador. Tem sido assim, desde há sete anos. Durante todos os sábados e alguns feriados dos meses de Abril e Maio, sobem ao palco grupos de pessoas que amam (é esse o sentido etimológico da palavra amador) o teatro.
Estas companhias de teatro são compostas por pessoas comuns, que trabalham e que decidiram “sacrificar” os seus tempos livres a decorar falas por amor à arte, recebendo apenas em troca o calor dos aplausos.
Sendo eu uma “amadora” de teatro, nunca poderia perder estes espectáculos, muito menos quando são grátis. Note-se também que, apesar dos poucos meios que estes grupos teatrais dispõem, tenho sido brindada com não poucas brilhantes actuações e encenações, muitas de clássicos da dramaturgia mundial.
Lá estávamos eu e a Manuela a assistir à primeira peça, quando um toque de telemóvel, ainda por cima, uma daquelas músicas maricas que por aí andam, interrompe a concentração da plateia e a dos actores, pois certamente deve ser uma das coisas mais irritantes para quem está a tentar dar o seu melhor.
Todavia, o pior ainda estava por acontecer. Não só o telemóvel não parava de tocar, como a dona de tal bichinho ruidoso resolve atender! Enquanto se levantava e saía da sala de espectáculos, tivemos de ouvir a chamada telefónica.
O pior é que, pouco depois, reparei que um senhor, sentado na fila em frente à minha, estava sempre a bichanar e, olhando melhor, descobri que também atendia um telefonema!
Mas pior pior, foi que, no sábado seguinte, tamanha barbaridade voltou a acontecer, pois uma senhora de provecta idade não só atendeu o telemóvel, que não parava de tocar, como se deu ao luxo de falar alto e, nem com os protestos dos outros espectadores, se coibiu de desejar uns ruidosos “beijinhos à família”!!!
Os momentos que acabei de descrever eram dignos de, à semelhança de um desenho animado, cair um piano em cima de tão grandes cabeças ocas. Ou também podia acontecer como no anúncio publicitário e o meu indicador ganhasse poderes mágicos e a meu bel-prazer cosesse aquelas matracas. Enfim, estas pessoas deviam ser proibidas de usar telemóvel, sob pena de pesada coima. É uma falta de respeito por quem assiste, mas em especial por quem actua.
Curiosamente, já levei jovens ao teatro que, durante a peça, demonstraram um comportamento irrepreensível, muito diferente do destes “adultos responsáveis”!


2. Quando o telemóvel toca… e a saga continua!
Gostava de saber o que o código da estrada diz sobre o uso de telemóveis. É claro que o binómio telemóvel-veículo motorizado é proibido. Mas e se for num veículo não motorizado? Digamos uma bicicleta? Pensava eu que já era difícil estar agarrada ao volante e ao telemóvel ao mesmo tempo, logo, impossível fazê-lo agarrada a um guiador. A pensar, a pensar…
A verdade é que os portugueses são muito engenhosos e parece que as artes circenses são uma tradição lusa! As nossas habilidades estão para além dos “robots” que jogam futebol ou de perder com a Grécia no final do Euro2004!
Estava eu à espera de um transporte público, quando ouvi um daqueles muito característicos toques de mensagem recebida. Não era o meu, mas era o de um senhor que se aproximava, pedalando afoitamente. Com uma acrobacia digna do “Circo Chen”, tirou o telemóvel da mochila, que levava às costas, e leu a mensagem, sem nunca parar de pedalar. Por esta altura, já eu tinha aberto uma banquinha de apostas: iria o telemóvel despedaçar-se no chão?; demoraria muito a que o estóico ciclista caísse, pois ziguezagueva constantemente no meio da rua?; ou seria atropelado por um automóvel? No entanto, é bem verdade quando se diz que a sorte protege os audazes! Não lhe aconteceu nada, mas, pelo menos, conscientemente ou não, lá acabou por parar para responder à mensagem.
Apesar de tudo ter corrido bem, caros leitores, não experimentem isto nas vossas bicicletas.
Entretanto, era bom que se propusesse uma nova alínea ao código!

Maria Ortigão



O MELHOR DO MUNDO SÃO AS CRIANÇAS


Uma vez por mês, almoço com um grupo de crianças que é muito especial para mim. Durante o repasto, temos por hábito recordar os bons velhos tempos, analisar o conturbado presente e fazer planos para um futuro melhor. Tudo entrecortado por sinceras gargalhadas e momentos inesquecíveis.
No último almoço, fiquei ao lado de um rapaz que tem a fama e o proveito de ser o mais baixinho do grupo, com todas as consequências inerentes a este “pequeno” pormenor. Foi, então, que ao lançar um olhar mais atento, reparei que o menino já se estava a transformar num homenzinho, pois tinha um daqueles bigoditos pré-adolescentes. Não resisti ao encanto daquelas pilosidades e disse-lhe:
— Já estás a ficar um homem! Tens aí um grande bigode!
Ao que ele replicou, muito calmamente:
— Se acha que o meu bigode é grande, devia ver o da “stora” de Físico-Química!

Maria Ortigão

AOS AMIGOS LEITORES

Devido a vicissitudes várias, ausentei-me do “blog” durante alguns dias. Infelizmente, parece que escolhi o pior momento para tirar umas pequenas férias, uma vez que “Farpas XXI” recebeu uma lufada de ar fresco, graças aos comentários que foram feitos aos nossos textos. Foi com uma alegria imensa que li que éramos lidas e (esta é a melhor parte) criámos polémica, demos azo a reacções.
A Cristina e o Filipe são velhos amigos, conhecem-nos bem e sabem do que a casa gasta. Mas não é por isso que os comentários deles são menos importantes, muito pelo contrário. Agora, o senhor António Ribeiro… uma pessoa que não conhecemos perdeu algum do seu tempo a ler-nos e a escrever-nos… Nós que pensávamos que só éramos lidas por meia dúzia de pessoas e, provavelmente, já estou a exagerar no número… Conseguimos chamar a atenção de alguém que nos é exterior!!! Trata-se de uma pequena vitória e espero que o senhor António Ribeiro tropece em nós mais vezes, mas com cuidado, porque não queremos que caia!
Amigo António, escreva-nos sempre que quiser, deixe-nos os seus comentários, os seus elogios, os seus reparos, os seus elogios, as suas críticas… sem esquecer obviamente os seus elogios!
Escrevendo mais a sério, para mim é importantíssimo saber como os meus textos são recebidos, não me importo nada com as críticas, pois só me dão mais ânimo para continuar e gosto de conhecer diferentes pontos de vista, respeitando-os sempre. Por isso, permita-me que responda ao seu comentário, procurando fazer deste espaço um lugar saudável de debate, com a vantagem de não haver limite de tempo e de não termos luzinhas a acender.
No seu texto, diz que não acha bem que eu, não tendo uma opinião formada sobre um assunto tão melindroso como a eutanásia, me ponha a discordar da opinião do presidente dos EUA nesta matéria. Ora, ou o senhor leu mal a minha farpa e não a compreendeu de todo ou fui eu que a escrevi mal. De qualquer das maneiras, inclino-me mais para a segunda hipótese, já que se o texto estivesse bem escrito, determinadas dúvidas não seriam levantadas. Pelo que, sucintamente, expor-lhe-ei a minha opinião. A farpa “Don’t wanna be an american idiot” não visa discutir a legitimidade ou não da eutanásia (nada, no texto, o sugere), visa sim mostrar como o homem mais poderoso do mundo, que tem uma atitude belicista e arrogante para com a vida do próximo (por exemplo, ainda há pena de morte nos EUA), vem, de repente, erguer o bastião da defesa da vida. Senhor António, se há alguma incoerência no meu texto, não foi fabricada pela minha pena, mas sim por mais uma intervenção desastrosa de Bush.
Noutra parte do seu comentário, insurge-se contra o facto de eu ter epitetado Bush de idiota. Aviso-o já que é meu hábito (talvez qualidade, talvez defeito) de chamar os bois pelos nomes. E certamente que não é por aquele homem ser o presidente do país mais influente do mundo que deixa de ser o idiota que tem sido até agora! Digo-o eu… e alguns milhões de pessoas por este planeta fora!
Escreve, ainda, que é de direita. Pergunto eu: Só porque o senhor simpatiza mais com os partidos conservadores tem obrigatoriamente de aturar as suas maluqueiras? Eu sou de esquerda e não o faço! Aliás, tenho constantemente o cuidado de manter uma postura imparcial e, se ler todas as minhas farpas, verá que distribuo críticas em todas as direcções. Convenhamos que apoiar incondicionalmente as propostas mais estapafúrdias só porque se é de um determinado partido é uma atitude muito redutora.
O que não posso é ficar calada é nunca o farei, enquanto pessoas com responsabilidades acrescidas como o presidente americano e outros que tais preferirem a guerra e a destruição a uma postura pacífica e de fraternidade. Já dizia o humanista Erasmo de Roterdão que “mais vale uma paz precária do que a guerra.”
Sabia, senhor António, que o dinheiro que os EUA estão a gastar na guerra dava para alimentar e vacinar muitas crianças que todos os dias morrem em condições infra-humanas, sobretudo em África? Parece que este continente não tem muito petróleo… Por que motivo Bush não faz guerra à fome, à ignorância, à corrupção, à intolerância? Se o fizesse e, através do seu exemplo arrastasse outros grandes países, talvez não houvesse ditadores para depor, terroristas para deter e tanto egoísmo no mundo. Sei que me vai responder, dizendo que este é um discurso de candidata a “Miss Mundo” (sou baixa de mais e nem vale a pena falar nas minhas ancas) e que estou a desejar uma utopia, mas enquanto se continuar a escolher o caminho mais fácil, nunca saberemos se a utopia poderá ser, algum dia, realidade.
Para finalizar, senhor António, como disse no início, foi com grande alegria que li os seus comentários e até gosto do facto de termos perspectivas diferentes, o que me permite debater e trocar argumentos, actividade que muito aprecio, porque muito me enriquece enquanto pessoa. Continue a ler-nos, a escrever-nos, a criticar-nos e… vá lá, um elogio também sabe bem!...

Maria Ortigão

segunda-feira, abril 11, 2005

Res-post-a

Leio e respondo:
Não há em nós anti-americanismo! O que se critica é a incoerência. Se outro país, o X, estivesse em conflito bélico e depois condenasse a eutanásia com o argumento pró-vida, o presidente desse país seria o X Idiot.
Pró-vida? Não insistem eles em manter/praticar a pena de morte?! É claro que sei que as incoerências não são só na América. Mas, são (e outras) as que chegam até nós. (Contrapartida do poderio américano?; assim como as figuras públicas, vêem, a sua política discutida). Fique sabendo que a "burka" e a condição feminina no "Médio Oriente" aflige-me de igual modo, assim como, as atrocidades cometidas pelo "governo" de Saddam ou a falta de coletes anti-bala que poderia ter salvo a vida dos agentes portugueses.
Leia assim, e estará a ler mal. É de incoerências que se trata; não de atacar o Presidente dos E.U.A por sê-lo, mas pelas suas atitudes, e nunca os americanos!

Imagino...
«"farpas xxi" se declara pelo "sim". Imagine que alguém, em tom jocoso, diria algo como: "farpas xxi" apoia a liberalização do aborto, e "farpas xxi" é pela vida!»
Primeira resposta/reacção?!: Mas vida é também a da mãe! Não só o acto de nascer. Ter uma existência proporcionada por afecto e conforto material (não luxo!)- e esta parte é muito discutível, afinal, os "pobres" não andam pr'aí a reinvindicar o direito a a terem sido abortados; lutam!- Há sempre a adopção, é certo. Sou a favor! ( Sou a favor que cada um faça o que lhe apetece! Respeitando Liberdade(s) Individuai(s) )
Chamar idiota a um Presidente? Insultar uma pessoa será sempre uma falta de respeito. Não considero grave? Culpada de banalização devo ser.
Acha mesmo que se democratiza "a punta de balas"? Exportável, sim! Prefiro a Educação. Você sabe, (agora responda você con sinceridade!) que todo esse dinheiro seria mais bem empreguado pela via da instrução/ educação. (Até seria mais barato!) Demorará gerações!...
Farta de ler post anteriores, não me lembro de se ter dito que «os de direita fossem pela morte ou insensíveis». Quanto, ao «só querem guerra»...admito a retirada do «só» -Piada! O facto é q a fizeram! E não esgotaram todas as vias pacíficas! Quem procurou uma «desculpa» para "estimular" a economia, o desenvolvimento tecnológico e distrair os americanos foi ele.
Se "os americanos" são exímios em serviços secretos, porque não matar com "uma única bala" os ditadores? - E isto seria contra o "direito à vida"! Porquê destruir as, já de si, precárias infraestruturas de um país "pobre"?
«Paragem cerebral» resulta da liberdade artística do blogista. Já sei que vai replicar o adjectivo. A Maria faz rir?! Não conocordo com o seu humor.

Pong!

Manuela Q.

sábado, abril 09, 2005

Back to life

Penso que, sou a favor da venda livre do medicamentos em outros sítios que não unicamente as farmácias. No meu entender, essa área, como todas as outras de saúde, são serviços, por isso não me passsava pela cabeça que a margem de lucro não fosse um mínimo rentável. Com a saúde não se brinca, e mal fizeram os governos (quer de direita ou esquerda) que não pugnaram por essa medida antes.
No outro dia, à noite, dirigi-me a uma farmácia (de serviço, turno) e paguei uma taxa! pelo "serviço"! Não deveria fazer parte das obrigações?! Se é um monopólio, com largas margens de lucro, porque devem ser os utentes a pagar as horas extras ou o trabalho nocturno- se me forem dizer que é essa a razão?!
Pra mim, das duas uma: Ou a iliteracia diminui, ou a raça depura-se!
Manuela Queirós.

Isto está a tornar-se um hábito, mais esclarecimentos.

António, várias coisas a esclarecer:
1.- Tratei-o com "cerimónia" porque como imagina não é pelos comentários que fico a saber em que faixa etária se insere. Agradeço a confiança. Mas vou continuar a fazê-lo.
2.- Como lhe disse, nós não decidimos retirar nenhum comentário. Se não aparece é por "falhas técnicas", mas lêmo-los. E se a Mária achar que lhe deve responder, assim o fará. Somos duas, e a pessoa que lhe escreve(u) não é a mesma que postou "American Idiot". Somos as duas de esquerda, sim. Azedume? Não!
Posso dizer-lhe que tornei a ler, 2 vezes, o referido post. Não vejo nada de incoerente na comparação. No máximo, pode apontar-se brincar com o "direito à vida". Acaso, aqueles que estão de boa saúde nos locais de conflito não têm tanto direito à vida como alguém em estado de coma (profunfo)? -Danos colaterais?! Colaterais?! COLATERAIS?!
3.- Os comentários são agradáveis, sim. Saber que somos lidas, trocar ideias.... Ter-lhe-ia respondido directamente se houvesse um endereço seu- não o estou a pedir- estou a tentar provar que não sei se quero transformar esta Blog num jogo de ping-pong. Blog, que foi criado por duas pessoas que têm vontade de comentar os acontecimentos, e nunca se intitularam de "detentoras da verdade (única)".
Aprecie a sua estadia,
Manuela Queirós.
(já agora, alguém me esclareça, quando clicam nos comentários conseguem vê-los?).

quarta-feira, abril 06, 2005

Adenda ao Tempo da palavra

Quero agradecer ao Antonio Ribeiro ter chamado a atenção para o erro "debate presidencial"; se não o tivesse feito, esta correção não seria possível; li e reli, e não me tinha dado conta. É preciso referir que se não gosto de interrupções nos variados debates promovidos pela RTP-por exemplo- também não gostei do género excessivamente cronometrado do supracitado-até pela escassez do tempo dado a cada participante. Haja educação e bom senso! Venham as reuniões empresariais! Se calhar até deixam de ser debates-perdem a paixão- e passam a argumentação sucessiva... Não sei, sei que assim, não funciona.
M.Q.
P.S: António: Não sei se pretendemos publicar os comentários, sei que não pretendemos ocultá-los. Eles ficam aí, em baixo, à espera de serem lidos pelos curiosos que nos visitam (obrigada pela sua) e por nós mesmas. Se entretanto não aparecem, desculpe os erros técnicos.

segunda-feira, abril 04, 2005

Vou começar a coleccionar milhas aéreas, meu caminho para a santidade.
M.Q.

Previsão

O número de bebés registados com o nome de João Paulo vai aumentar em flecha!
M.Q.

Incongruências

Num desenho animado são precisos 2 super-heróis(!) para içar uma super-heroina esbelta?
M.Q.

Idiotices

Onda Gigante gera onda de solidariedade.

Moutinho só difere de Mourinho numa letra, o puto vai longe!
M.Q.

Inteligência em movimento

Carro inteligente não é aquele que "fala para" colocar o cinto de segurança, mas àquele que impede a ignição do automóvel em quanto não aperta o mesmo, para impedir que eu tenha de abrandar na estrada porque o da frente anda a fazer malabarismos!
M. Q.

O tempo da palavra

Detesto debates televisivos! Não consigo ver, incomóda-me que essas pessoas que têm mais cultura, educação... se interrompam. Debater não é cortar a palavra ao outro, é expor argumentos! Sugiro quem em vez do rídiculo sistema de luzes utilizado no debate presidencial, sim, ridículo, -só ultrapassado pela pontuação manual do programa "1,2,3"- implementem um sistema de choques eléctricos a quem emitir um som em quanto o outro fala (claro, q só pode participar quem estiver de perfeita saúde!) e a voltagem deveria ser aumentada quando os participantes insistem em falar "por cima" do moderador.
Este sistema também deveria ser utilizado na AR.
M. Q.

Ainda emendando

A quem de direito:
O Pedro Mexia escreveu no seu blog será de mim que fala? Terei alterado a ordem natural das coisas? Sabem eles de nós? Terá a borboleta batido asas?... A Maria acha que não, que ele parece ter ficado mesmo chateado com alguma coisa e eu não fui desrespeitosa. Eu só queria que me explicassem o filme- bolas, vi-o 2 vezes!-.
Pedro, fique sabendo que todos os sábados abrimos com ânsia e frenesim as páginas da GR onde suas crónicas nos aguardam, e deleitamo-nos! - embora a Maria, ache que, ainda lhe põe umas vírgulas no sítio. Pelo sim pelo não, cá fica o texto em jeito de esclarecimento, gostos não se discutem e eu sou toda a favor da liberdade. Se for o caso, esperava (espero) que fal(ass)em de nós pelos bons motivos: a escrita da Maria e o meu sentido de Humor.
M. Q.